27 de mai de 2011

Caixa d'água






FICHA TÉCNICA   -    OLIVAR CUNHA   -   pintura      
Título da obra: Invisíveis Quintais – Caixa d’água.
N.º: 42 da série
Local da conclusão da obra: Vitória – ES.
Ano: 2011.
Período: Junho de 2010 a maio de 2011.
Origem: Amazônica.
Material: Madeira / lona / tinta acrílica / verniz acrílico.
Técnica: Tinta acrílica sobre tela – Uso de espátula.
Autor da obra: Olivar Cunha.
Dimensões: Altura 20 cm Largura 20 cm  Espessura 1,2 cm .
Estado material: Normal.

COMENTÁRIO:
Castanha do Pará: O Projeto Jarí na época do Ludwig desmatou o castanhal de Monte Dourado e junto com ele todas as madeiras nobres da região como acapu, maçaranduba, etc.
Na região de Cumaru é feito o processo do replantio. A pesquisa para diminuir o tempo de crescimento das castanheiras já é um sucesso.
Árvore natural; 10 anos para dar frutos.
Processo avançado: 6 a 8 anos para dar frutos.
A castanheira chega até 70 metros de altura, produzem em cada safra aproximadamente 900 ouriços com 17 a 25 castanhas. A safra da castanha dura em média 12 meses, até o ouriço cair.
Pesquisa na região do Laranjal do Jarí e Cumaru. Extração e beneficiamento da castanha do Pará.
Desenho indígena: Resgate da cultura material e iconográfica amazônica.
Caixa d`agua: Caixa (de marabaixo) da CAESA, no bairro Marco Zero. Incentivo ao folclore amapaense.

OBSERVAÇÃO:
“Invisíveis Quintais” é uma pesquisa sobre o Estado do Amapá; Preservação, costumes, nações indígenas, folclore. A fase desenvolvida em Macapá e Espírito Santo transcendem a realidade. Existe aquém dos óculos. É a construção dos artefatos humanos revista em um passeio nos quadrantes do terreiro amazônico.


OLIVAR CUNHA
ARTISTA PLÁSTICO
RESTAURADOR


Um comentário:

  1. O famigerado Projeto Jari foi um dos primeiros megas empreendimentos implantados na Amazônia com a total permissibilidade dos gerais-presidentes da ditadura militar. O Amapá, na verdade, acabou servindo de cobaia, pois o passivo social e ambiental deixado pelo projeto, fizeram com que hoje, a instalação desses mega empreendimentos s´seja permitido com o pagamento de compensações sócioambientais. Zero Cunha, é muito válida essa lembrança, fazer esse resgate por meio da arte, e isso você sabe fazer muito bem. Aliás que por meio das artes plásticas, você tem sido um dos principais denunciantes das mazelas sócioambientais que sofre a nossa Amazônia.

    Um abraço amigo! Saudades macapescas.

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